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"Era bom demais
para ser verdade", dizia um folião, comparando a noite anterior
com a Sexta (07/12)
de Carnatal . A organização e pontualidade rigorosa na
saída dos blocos foram literalmente por água abaixo. Os atrasos
habituais e as inversões na ordem dos desfiles voltaram a
acontecer, prejudicando a festa como um todo e em particular os
foliões. Caso do bloco Bakana, como se verá abaixo, onde os
integrantes não puderam realizar a segunda volta no Corredor da Folia,
e do Galo do Sol, que estava programado para abrir os desfiles, mas teve
problemas e a organização colocou na frente o Bicho Papão.
BICHO PAPÃO
O Bicho Papão é mais a "cara de Ricardo Chaves", dizem
a maioria dos integrantes do bloco , mas Ivete Sangalo vai adquirindo
confiança e ontem (07) contagiou as arquibancadas.

foto:
Canindé Soares
COCO BAMBU
O
bloco fez uma primeira volta animada. Na segunda terminou meio
desanimado. Mesmo com o trio elétrico em frente às
arquibancadas, nos 100 metros finais do Corredor da Folia, Jammil e
banda não conseguiram levantar o povão.
GALO DO SOL
O Galo do Sol mostrou
criatividade e alegria. Veio como tradicionalmente: desfilando de forma
descompromissada, mas não repetiu a boa performance de anos anteriores.
Talvez os problemas e atraso inicial tenham influído. A expectativa
fica para a noite de sábado quando o Galo vai trazer Elba Ramalho, que
fará sua estréia no Carnatal e em micaretas, comandando um trio
elétrico.

foto:
Canindé Soares
NANA BANANA
O bloco estava"
inchado" tinha muita gente. A Animação era visível mas a
violência dos seguranças, da primeira noite, continuou. O Chiclete com
Banana normalmente arrasta o povão. Mesmo que Bel e a banda não
estejam nos seus melhores dias. Contrastando com o luxo, a tecnologia e
a riqueza do trio elétrico, um casal de idade avançada, Tânia e
Francisco, trabalhando como "cordeiros" lutava
para manter o corda e revelavam que estavam ganhando apenas 7 reais cada
um por noite: "eles ainda descontam o dinheiro da condução, que
são quatro reais para nós dois" .
CAJU
O
Caju também não esteve muito animado. O bloco foi puxado pelo
Timbalada, que normalmente consegue deixar de pé as arquibancadas o
tempo todo. Não deixou, desta feita. Somente quando o trio elétrico
parava em frente a uma arquibancada ou camarote é que as pessoas
dançavam junto. Em compensação o bloco desfilou tranqüilo,o
sem incidentes ou brigas entre seus componentes.
JERIMUM
O
excesso de componentes do Jerimum -- evidenciado sobretudo
quando o bloco fica "engarrafado" dentro do Corredor, como na
sexta por mais de 10 minutos -- deixa a certeza que os
dirigentes venderam mais abadás do que deveriam. O resultado é
que os foliões ficam espremidos e qualquer briga envolve pessoas que
nada têm a ver com ela. Como o tumulto que aconteceu às 01:05 hs, na
virada dos camarotes, e como a dificuldade que uma ambulância teve para
cruzar por dentro do bloco, à 01:10 hs. Na segunda volta do bloco, que
entrou na avenida às 00:55 hs já deste sábado, as arquibancadas
estavam semi-vazias.

foto:
Canindé Soares
A BARCA
O
bloco A Barca veio puxado pelo grupo Harmonia do Samba. Na quinta-feira
veio com Serginho, do Pimenta N'Ativa, que volta neste sábado. Para o
casal Manoel e Patrícia, integrantes do bloco " com o
Harmonia foi muito mais agitado, a galera ficou mais
animada".
BAKANA
O
estreante Bakana estava sendo aguardando com ansiedade pelos foliões
pelas atrações diferentes à cada dia . O bloco atrasou na primeira
passagem pelo Corredor em decorrência de um acidente com o veículo que
transportava o grupo É o Tchan. A Scheila loira teria ficado em
observação no hospital e vieram apenas o Jacaré e a Scheila morena.
As versões eram muito contraditórias. Às 02:15 da madrugada já do
sábado (0 8/12), o vocalista anunciou que o bloco não poderia fazer a
segunda volta por conta de que já havia estourado o horário acertado
entre os organizadores e a promotoria do Meio Ambiente para terminar os
desfiles. O resultado foi que os foliões ficaram no prejuízo.
Muitos deles estavam revoltando: "pagamos caro e brincamos
pouco", dizia um grupo de rapazes.

foto: Canindé Soares
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