EXPEDIENTE

Natal/RN/Brasil  

E-MAIL

CARNATAL-99

FESTA ATINGE O APOGEU E LOTAÇÃO MÁXIMA NO SÁBADO


Foto: Canindé Soares

A terceira noite da festa, o Sábado do Carnatal, foi seguramente a primeira que conseguiu lotar literalmente as arquibancadas, os camarotes do Corredor da Folia e as ruas adjacentes por onde os blocos desfilam para o povão -- a chamada "Pipoca" -- entre uma volta e outra. Pipoca que esteve "entupida" de gente o que provocou enormes congestionamentos de trânsito, congestionamento de ligações celulares, e muita dificuldade para andar no meio de tanta gente.

Mas tanta gente que, além de alegria para os comerciantes e ambulantes sérios que vendem bebidas, churrasquinho e sanduíches à preços justos, serviu também para barraqueiros inescrupulosos abusarem dos preços altos. Caso de alguns deles nas proximidades da esquina das ruas Morais Navarro com Padre João Damasceno, cobrando pizza pequena à R$ 1,50 (em Natal, normal é R$1 real); cerveja em lata à R$1,50 ( na cidade, no máximo 1 real); e cachorro-quente minúsculo à R$ 1,00 ( normalmente à 0,50 centavos, em Natal).

Neste Carnatal, tem sido preciso pesquisar. Ali bem próximo dos preços absurdos, o trailler "Brasília Amarela", arrendado por Patrícia Camillo, estudante do 2* ano do curso de Turismo da UNP - Universidade Potiguar, está vendendo cachorro-quente de boa qualidade à 0,50 centavos. " Preço mais justo, mais razoável, também atrai mais cliente", defende ela, acertadamente.

No tocante à animação, a festa atingiu o apogeu, o auge da folia e da participação popular. Dificilmente a noite de hoje, domingo, último dia da festa, conseguirá superar a de sábado.

Todos os blocos que desfilaram ontem (04/12) já tinham se apresentado nos dias anteriores. Leia a seguir como foi a passagem de cada um deles pela ordem de entrada na Avenida:

COCOBAMBU: No Sábado o Coco veio puxado pelo experiente Durval Lelis, comandando o trio elétrico do Asa de Águia. O que imprimiu um novo ritmo e um novo astral ao bloco, que tinha enfrentado muitos problemas com brigas e incidentes com seguranças, na noite anterior. "foi muito melhor do que ontem. Nós vamos aonde o "Asa" for, para que bloco eles puxarem", diziam entusiasmadas as componentes Rosimeire e Fátima.

CAJÚ: Puxado pelo vibrante Timbalada na noite anterior, O Cajú voltou com a banda Cheiro de Amor e melhorou um pouco a performance, que tinha sido prejudicada pelo excesso de componentes e, sobretudo, por muitas brigas. O casal de namorados Andre e Janaína estava dividido. Ele gostou mais do Timbalada. Já ela dizia "gostei mais da Carla Vinci, da "Cheiro".

JERIMUM : Depois da Sexta com a cantora e compositora Ivete Sangalo, o Jerimum trouxe no Sábado o conhecido Netinho que também empolgou e levantou as arquibancadas. As opiniões de foliões estavam divididas: Para Caroline "foi melhor com Netinho", que contagia mais a galera". Já para o componente Carlos Eduardo, foi melhor com Ivete Sangalo "porque ela surpreendeu todo mundo".

BICHO PAPÃO: Após o furacão baiano Daniela Mercury, que frustrou grande parte dos componentes na Sexta de Carnatal, o bloco veio no Sábado com Ricardo Chaves, sinônimo de Bicho Papão. " Ricardo combina mais com o Bicho. Contagia mais o público, o que acaba animando também os componentes", avaliava o folião André Cassiano.

NANA BANANA: Já eram 04:15 da madrugada de sábado para domingo, quando o Nana fez sua segunda volta se despedindo do Carnatal-99. As arquibancadas estavam bastante esvaziadas, mas mesmo assim o vocalista Bel do Chiclete -- de novo vestido comportadamente de calça jeans -- confirmou a recuperação da fraca primeira noite e conseguiu fazer o povo pular após a passagem do trio. No camarote da Bandeirantes, empresa de Out-door, as vendedoras Álice, "com acento no A, mesmo", e Cláudia Danielle, "com dois eles, por favor", concordavam que o Nana tinha sido o melhor bloco do Sábado. Mas divergiam quanto ao segundo lugar. Para Álice tinha sido o Galo do Sol. Já Cláudia achava que estava sendo A Barca que passava naquele instante pelo Corredor.

A BARCA: Repetindo a sexta-feira, novamente na primeira passagem o bloco esteve mais contagiante do que na segunda volta. Já eram 04:30 da madrugada e as arquibancadas estavam semi-vazias e nem mesmo "Maria Joaquina", despertou o povão. A Barca está apostando todas as fichas para amanhã, Domingo, quando traz o rei do brega, Reginaldo Rossi, ritmo que nada tem a ver com o Carnaval fora de época, ou não. Vamos esperar que "a barca não seja furada"...

GALO DO SOL: Com um abre-alas de bonita coreografia de Frevo, realizado por dançarinos da Cia. de Danças Acertando o Passo, de Recife, o Galo de Sol reviveu lindas marchinhas de carnaval, que ficaram marcadas para sempre na memória dos brasileiros. Entre outras, o povão cantou junto sucessos como "Bandeira Branca" e "Máscara Negra" -- imortalizadas na voz da grande Dalva de Oliveira; e a inesquecíveis "Olha a cabeleira do Zezé" e "Eu mato quem roubou minha cueca".

Novamente, por problemas técnicos, deixamos de colocar no ar foto do bloco Galo do Sol. O que certamente deve ser reparado na cobertura que estará no ar amanhã (06/12), uma vez que o Galo do Sol volta a desfilar hoje e será novamente fotografado pelo RN VIRTUAL.

FUZUÊ : Depois de duas noites seguidas com a responsabilidade de abrir a festa, o Fuzuê, apesar de estreante no Carnatal, teve o nada fácil encargo de fechar o desfile do Sábado. Novamente não fez um excelente desfile, mas também não decepcionou, nem fez feio. Passavam das 05:10 da madrugada, já amanhecendo o domingo, quando Capilé, ladeado por uma bonita dançarina morena, "Primazinha", segundo ele, numa alusão à Tiazinha, arrastou os últimos foliões e despertou os dorminhocos das arquibancadas e camarotes.

Hoje, domingo (05), de acordo com o divulgado pela organização do evento, está prevista a seguinte ordem de entrada : 18:00 hs, Xô Preguiça. Às 20:00 hs, Galo do Sol: Bicho Papão; Jerimum; Cajú. E às 21:30 hs, CocoBambu; Fuzuê; e A Barca que deve fechar a noite e encerrar o Carnatal - 99.

CLÁUDIO MONTEIRO
©
- Textos e fotos protegidos pela Lei ( n* 9.610 de 19/02/98) Brasileira dos Direitos Autorais. É crime a reprodução total ou parcial, através de qualquer meio, sem autorização, por escrito, dos respectivos autores.