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Natal/RN/Brasil |
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Sindicato dos Jornalistas do RN conquista na Justiça o direito de jornalistas serem credenciados para a cobertura do Carnatal 2000
Uma explicação aos nossos leitores, acostumados a ver uma cobertura
jornalística diária e aprofundada do Carnatal, atualmente a maior
festa pública do Rio Grande do Norte: o
assessor de imprensa do evento, Alexandre Mulatinho -- em
decisão pessoal e, sem o conhecimento da diretoria da Destaque,
empresa promotora do evento -- havia negado,
injustificadamente, o credenciamento dos jornalistas Cláudio Monteiro e
Canindé Soares do NATAL JÁ!
.
Como a decisão privilegiava outros veículos de jornalismo na
Internet; como feria a liberdade de imprensa; como cerceava o
direito constitucional de cada cidadão escolher em que Meio de
Comunicação e em que Veículo de Imprensa deseja acompanhar a
cobertura de um evento público do porte do Carnatal, não vimos outra
saída a não ser recorrer ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no
RN que entrou com ação judicial resultando no acatamento e expedição
de Liminar, pela Juíza Dra. Ana Clarisse da 3* Vara Cível, ordenando
nosso credenciamento extensivo aos jornalistas sindicalizados que
porventura também tenham sofrido o mesmo cerceamento. Em razão do exposto
o NATAL JÁ! teve
que começar a cobertura mais tarde. As
reportagens das duas primeiras noites ficaram prejudicadas, inclusive com
ausência de fotos, mas foram realizadas.
Atrasos na ordem dos desfiles, desorganização e queixas generalizadas
de foliões, barraqueiros, jornalistas e do público em geral , marcaram
a primeira noite, a chamada Quinta do Carnatal, em sua décima
edição. Novamente os tradicionais problemas de organização voltaram a acontecer, à exemplo de anos anteriores. Muitas brigas, problemas com a segurança e apesar da promessa de "moralização" do credenciamento -- quando nos anos passados até crianças portavam credenciais de "repórteres" -- e com tentativa da assessoria de imprensa do evento em barrar jornalistas e veículos sérios, como o NATAL JÁ! , várias pessoas foram flagradas e fotografadas pela nossa equipe portando credenciais de jornalistas sem serem jornalistas profissionais. Houve também uma rápida queda na energia distribuída pela concessionária COSERN, e vários barraqueiros reclamavam da falta de apoio e estrutura colocada à disposição deles. Também causou muita irritação em considerável parte do público e dos foliões o atraso na saída dos blocos e a inversão da ordem prevista para os desfiles que seria a seqüência Alô Você, Nana Banana e o Burro Elétrico. Na verdade que abriu foi o Nana, seguido do Burro Elétrico e o Alô Você encerrou a primeira noite da festa, já na madrugada de hoje (30/11). O mais irreverente e descompromissado bloco do Carnatal, o Burro Elétrico, dirigido por jornalistas e formado na sua grande maioria por jornalistas e profissionais da área de comunicação, fez um desfile alegre, sem grandes preocupações com tecnicismo. A grande falta foram os tradicionais burricos que compunham a "ala de frente" do bloco, que originaram o nome do bloco e que este ano não puderam participar por interferência de entidades de defesa dos animais. Capilé e a cantora regional Lane Cardoso animaram o Burro Elétrico que, como já é de praxe , provocou mais animação em baixo na pista, entre os componentes do que empolgação nos camarotes e nas arquibancadas. A diretoria do Burro novamente provou, diferentemente da maioria dos blocos, que é perfeitamente possível proporcionar diversão sadia a preço justo. O preço do kit foi congelado no mesmo valor do ano passado: custou apenas 2 parcelas de 35 reais cada. A ausência dos burrinhos deixou saudades e descaracterizou o Burro Elétrico.
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