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Natal/RN/Brasil |
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Pouco tempo depois, às 04:40 hs, bem próximo dali, no entorno da quadra de esportes do Machadinho, outro membro da corporação da Polícia Militar -- identificado por um cunhado apenas como soldado Moura da 1* Cia -- que estava fora de serviço, à paisana, disparou 2 tiros de um revólver 38, causando um tumulto generalizado. Supostamente desmaiado, o PM foi carregado para dentro do ginásio, numa atitude corporativa dos colegas de farda, que tentavam minimizar o fato. Na noite da Sexta de Carnatal, (leia a reportagem) outro PM, também fora de serviço, disparou sua arma. Colegas em serviço tentaram acobertar o PM infrator e acabaram agredindo um repórter-fotográfico que registrava o fato. O balanço das ocorrências policias, divulgado ao amanhecer do dia pelo Major Nogueira, comandante das operações da PM no Carnatal, apontava o alto número de cerca de 400 boletins registrados -- entre assaltos, brigas, tumultos, tiros, uso de drogas -- nos 4 dias de folia. Fora as incontáveis pequenas brigas e agressões não-registradas oficialmente. Mas não foi só a PM que agiu com violência. Dentro do Corredor da folia, durante os desfiles, os truculentos e despreparados "seguranças" , contratados diretamente pelos blocos, agrediram de forma violenta em diversos momentos da festa, foliões mais exaltados. Em um dos casos, acontecido no domingo, durante o desfile do Jerimum, a própria vocalista Gil, da Banda Beijo, interrompeu a música e protestou no microfone do trio elétrico contra a violência desnecessária dos seguranças do bloco. CLÁUDIO MONTEIRO © - Textos e fotos protegidos pela Lei ( n* 9.610 de 19/02/98) Brasileira dos Direitos Autorais. É crime a reprodução total ou parcial, através de qualquer meio, sem autorização, por escrito, dos respectivos autores. |